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Haka Race 2017: 1ª Etapa – Ubatuba/SP (17/Mar).

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Semana passada fui convidado para participar de mais um Haka Race. Desta vez será em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

Como muitos sabem, sou aficionado por corrida de aventura, e participar desses eventos, seja como atleta ou como staff, sempre é um prazer imenso.

Chegaremos lá em Ubatuba na sexta-feira no final da tarde para preparar a recepção dos atletas. Entregaremos os números das equipes e esclareceremos dúvidas sobre a cidade e a prova do dia seguinte.

Vou levar comigo minhas câmeras para registrar todos os momentos dos participantes. Tenho certeza que em algum momento estarei sentindo vontade de subir na bike e pedalar por toda a prova, mas deixo para outras etapas que vierem nesse ano ou no ano que vem.

Mas que sempre estarei entre os guerreiros do Haka Race, isso é um fato!

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Em corridas com ladeiras sempre use um tênis maior que seu pé (um número a mais).

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Essa foi uma dica que me deram quando fui fazer a minha primeira corrida de aventura. Estava comprando um tênis novo de trilha, e só encontrava um número maior que o meu. Isso porque tenho “pé de princesa” (calço 38), então encontrar tênis masculino pra mim do jeito que quero é um desafio.

Eu queria comprar um Salomon, então o modelo que eu queria só tinha tamanho 39. Comprei o tênis porque estava com um preço bom, então arrisquei um número maior mesmo sabendo que poderia ser um erro. Pelo contrário, logo após a aquisição muitas pessoas me perguntaram: “Você comprou um número maior?”. Disse que sim e as pessoas comentaram: “Você já tem experiência, né? Sabe que em trilhas devemos usar sempre um número a mais porque senão os nossos dedos são ‘esmagados’ nas descidas…”

Na verdade foi por falta de opção mesmo, mas era exatamente o que eu deveria ter feito. Corri aquela prova de aventura e em nenhum momento senti problemas com o conforto do tênis. Lembrei que o tênis anterior apertava um pouco nas descidas por ele ser justo, do tamanho exato do pé.

Essa é uma regra básica entre nós corredores de trilhas ou trekking. Nunca compre o seu número exato caso queira passar longas horas em trilhas.

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A origem da corrida de aventura.

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A primeira corrida de aventura aconteceu na Nova Zelândia em 1980. A corrida se chamava “Coast to Coast” e foi o primeiro evento multi-esportivo junto à natureza.

A corrida de aventura é composta por três atividades base: corrida na montanha, “mountain biking” e canoagem. Alguns eventos adicionam outros esportes e/ou elementos no evento. O Haka Race, por exemplo, normalmente adiciona o rapel, levando em consideração o local a ser disputado.

Isso significa que a cidade escolhida para sediar o evento deverá ter “paredões” ou pontes aptas para a realização de rapel. O Haka Race normalmente adiciona o esporte para fazer mais um “check-point” para as equipe que disputam a competição.

A disputa pode ser solo ou em equipe, e essas equipes geralmente são mistas. Sempre há um tutor que se encarregará de guiar a equipe, e esse tutor é o mais experiente em corridas de aventura.

Sempre explico para os interessados que a corrida de aventura é o seguinte: A organizadora escolhe uma cidade com montanhas, rios, estradas de terra e estradas asfaltadas e nos entrega o mapa. Na extensão dessa cidade, a organizadora coloca um determinado número de “check-points” para que as equipes cumpram as metas andando de bike, correndo pelas montanhas e fazendo canoagem. A organizadora impõe o mínimo de requisitos para que cada equipe chegue aos “check-points”, escolhendo assim como deverá ser a travessia, se de bike ou correndo, por exemplo. Trata-se então de estratégia em equipe para cumprir as tarefas e fazer o menor tempo de prova.

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Equipe #HakaRace.

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Agora em Agosto haverá a etapa de Botucatu/SP do Haka Race. Eu faço as corridas do Haka Race desde o ano passado, e como sou da área de Educação Física e sempre participei da organização de eventos esportivos por onde trabalhei, não pude deixar de reparar na organização dos eventos do Haka e elogia-los através das redes sociais.

O Haka Race é um evento de corrida de aventura bastante seleto, ou seja, o mundo dos corredores de aventura é pequeno e temos praticamente contato com quase todos que correm ou já correram alguma vez. Esse fato é muito legal para ter amizade com todos os envolvidos, sejam eles competidores ou organizadores.

Na primeira edição que participei em Socorro/SP tive a oportunidade de conhecer o Léo, principal figura da organização dos eventos Haka. Posteriormente conheci a organizadora dos eventos Ecomotion e ela sempre falou muito bem do Léo, então surgiu o meu interesse de participar da equipe organizadora dos eventos Haka.

Essa semana recebi o convite do Léo para integrar a equipe Haka Race. Estou muito feliz porque é um sonho recente que conquistei, afinal, fazer corridas de aventura e estar envolvido com o público participante é realmente emocionante para mim.

Dia 02 de Julho terei o meu primeiro contato com a equipe, participando de palestras, fazendo reciclagem de curso de primeiros socorros, aprendendo sobre navegação com bússola e recebendo o uniforme da Haka Race.

É com enorme satisfação que integro a equipe para fazer o que mais amo na vida: praticar esportes e ter contato direto com a natureza.

Great times are coming!

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Treino multidisciplinar: Passear de bike pode complementar os treinos de corrida da semana.

 

Para quem planeja correr mais de 10k na próxima prova, existe um tipo de treinamento que se chama “multidisciplinar”. Ele consiste em toda prática de atividade física que envolva estímulos cardiorrespiratório, força, flexibilidade, etc. Ou seja, é o treinamento complementar daquele que é praticado com maior frequência.

Se corremos 4 vezes por semana e temos mais um dia para praticar esportes, devemos estimular o corpo com práticas distintas, mas que vá de encontro com os benefícios da corrida. Um simples passeio de bicicleta no final de semana a tarde pode ser um ótimo treino multidisciplinar para compor uma semana de treinos. Não é necessário impor um ritmo forte, apenas andar e ativar a circulação sanguínea para retirar do organismo o ácido lático que se acumulou nos músculos após uma sessão de corrida intensa.

Outras formas de complementos é realizar treinos de força como fazemos na sala de musculação, além de treinamentos de flexibilidade que podem ser realizados nas aulas de Pilates ou Yoga. Tudo é válido quando os treinos complementares não conflitem com as futuras sessões de treinamentos e do que se espera para a performance seguinte.

Agora com duas provas no meu calendário de 2016, uma corrida de aventura do Haka Race em Botucatu/SP e uma meio maratona em São Paulo, os passeios de bike com a minha mulher nas ciclovias da Vila Mariana e Av. Paulista são de muito ajuda para os treinos puxados de segunda, quarta e sexta. Dá pra sentir que o corpo rende mais quando existe esse descanso ativo, como costumamos dizer na Educação Física.

Não deixe de praticar atividades físicas leve pensando que isso prejudicará seu rendimento nas corridas.