O esportista minimalista.

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Essa semana eu assisti à um documentário no Netflix que me fez refletir muito sobre as coisas que temos (matéria) e qual a importância que damos a elas.

Contextualizando o assunto, vale lembrar que a minha mulher me chama de “outdoor person”. Ela aprendeu esse termo com uma professora de inglês e essa professora disse que pessoas que gostam de atividades ao ar livre, em demasia, são caracterizadas como “outdoor person” ou que são classificadas como “outdoor type”.

Ser classificado como “outdoor type” é saber conviver com momentos de desconforto. É se arriscar em provas que te desafiam fisicamente, e principalmente, mentalmente. Encarar um desafio na natureza é ter uma disciplina para treinar o corpo e a mente e passar “perrengue”.

Sendo uma pessoa do tipo “outdoor type” é saber escolher, de forma funcional, os materiais necessários para que possamos sobreviver em condições adversas. Aprendi com uma tutora de corrida de aventura que a estratégia de levar as ferramentas ideais e dosar as rações de comida é a chave para uma bem-sucedida aventura no “desconhecido” (Desconhecido esse que não pode ser tão desconhecido. É preciso saber navegar e lidar com os imprevistos).

A parte do minimalista entra quando o esportista compreende que volume atrapalha. O importante é qualidade, não quantidade. Encher uma mochila com vários itens será um peso a mais, quando na verdade pode-se retirar mais da metade do volume de uma mochila para enfrentar um desafio na natureza.

Sou do tipo que estou em transição na vida pessoal. Fui um cara consumista ao extremo e venho aprendendo ao longo dos anos que quantidade não é qualidade. O documentário mostra exatamente isso, mas não do âmbito esportivo. Mostra do âmbito casual, do dia-a-dia. Para que tantos sapatos se quando precisamos na verdade são dois ou três pares? Quinze jaquetas no armário para usar em um país tropical? Podemos tirar mais da metade deles, não?!

O documentário é bem específico em sua filosofia: “não somos hispters, somos minimalistas”. Compraremos sim um iPhone, porém, não trocaremos ele em menos de um ano só porque o mundo impõe isso à nós consumidores natos.

Viver no estilo de vida “outside” é entender na prática o que o documentário quer transmitir para a grande massa de consumistas. Não devemos levar o guarda roupas inteiro, mas temos que escolher o essencial dele para levar conosco fora de casa.

Em um dos relatos, uma minimalista fala: “tenho 5 vestidos e 2 calças, e gosto de todos eles. Essa é a qualidade de vida”. Enfrentar desafios na natureza nos desperta a importância de ter apenas o que realmente precisamos para viver. Esse foi o “link” que encontrei para mostrar que o esportista de aventura só necessita daquilo que ele vai usar em sua trajetória, e consequentemente, trará para o dia-a-dia.

Essa foto que eu peguei é a explicação básica do que é ser minimalista. Uma bike de expedição carregando utensílios funcionais para o dia-a-dia de um ciclista em aventura. Ser um aventureiro não é apenas pedalar, correr, suar, se machucar e ver as paisagens deslumbrantes que a natureza proporciona, mas também é saber administrar seus pertences e começar a dar o real valor que elas merecem.

Estou aprendendo com isso sendo um aventureiro.

About the author

Felippe Maranhão

CREF n° 097981-G/SP Treinador de corrida e Consultor de materiais esportivos. Sou atleta amador de corridas de aventura e professor de Ed. Física no Ensino Infantil. Aqui no blog trarei informações sobre os principais materiais esportivos para tais práticas esportivas. Enquanto não estiver suando a camisa nos treinos, postarei conteúdo pouco difundido em sites brasileiros sobre corrida, bikes e aventura. Espero que gostem! Abs.

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