Category Archives: Aventura

Posts inspiradores sobre aventura.

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Peru é um destino obrigatório para quem está procurando novos desafios para trekking.

Os amantes de trekking e montanhismo que estão procurando um novo local para se aventurar pode considerar visitar o Peru que a surpresa será grande.

Semana passada fui viajar com a esposa e um casal de amigos para conhecer o Vale Sagrado, local onde está localizado a famosa Machu Picchu.

Trazer esse assunto para o blog tem uma desculpa plausível. É a viagem que te tira da zona de conforto quando a intenção é subir as grandes montanhas dos Andes. Fiquei impressionado com os níveis de dificuldade para os visitantes, uma vez que a altitude atinge os 3.500 metros em passeios como Pisac, uma das ruínas que foram construídas pelos Incas.

A viagem se torna aventureira de acordo com a vontade do atleta. Dá para enfrentar grandes desafios subindo as ruínas e manter um nível de condicionamento físico elevado, caracterizando assim um treinamento em trilhas Incas de nível avançado.

Há níveis de dificuldade para todos, então é possível sim viajar em grupos heterogêneos e agradar à Incas e Quechuas (Quechua era o povo que servia os Incas, nobreza que habitava no período pré-colombiano no Peru).

 Fazer essa viagem me fez pensar bastante nos novos desafios que quero enfrentar e, de alguma forma, trazer as experiências vividas lá para algum evento aqui no Brasil. Em breve comento mais sobre algumas ideias que surgiram.

Abraços.

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O esportista minimalista.

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Essa semana eu assisti à um documentário no Netflix que me fez refletir muito sobre as coisas que temos (matéria) e qual a importância que damos a elas.

Contextualizando o assunto, vale lembrar que a minha mulher me chama de “outdoor person”. Ela aprendeu esse termo com uma professora de inglês e essa professora disse que pessoas que gostam de atividades ao ar livre, em demasia, são caracterizadas como “outdoor person” ou que são classificadas como “outdoor type”.

Ser classificado como “outdoor type” é saber conviver com momentos de desconforto. É se arriscar em provas que te desafiam fisicamente, e principalmente, mentalmente. Encarar um desafio na natureza é ter uma disciplina para treinar o corpo e a mente e passar “perrengue”.

Sendo uma pessoa do tipo “outdoor type” é saber escolher, de forma funcional, os materiais necessários para que possamos sobreviver em condições adversas. Aprendi com uma tutora de corrida de aventura que a estratégia de levar as ferramentas ideais e dosar as rações de comida é a chave para uma bem-sucedida aventura no “desconhecido” (Desconhecido esse que não pode ser tão desconhecido. É preciso saber navegar e lidar com os imprevistos).

A parte do minimalista entra quando o esportista compreende que volume atrapalha. O importante é qualidade, não quantidade. Encher uma mochila com vários itens será um peso a mais, quando na verdade pode-se retirar mais da metade do volume de uma mochila para enfrentar um desafio na natureza.

Sou do tipo que estou em transição na vida pessoal. Fui um cara consumista ao extremo e venho aprendendo ao longo dos anos que quantidade não é qualidade. O documentário mostra exatamente isso, mas não do âmbito esportivo. Mostra do âmbito casual, do dia-a-dia. Para que tantos sapatos se quando precisamos na verdade são dois ou três pares? Quinze jaquetas no armário para usar em um país tropical? Podemos tirar mais da metade deles, não?!

O documentário é bem específico em sua filosofia: “não somos hispters, somos minimalistas”. Compraremos sim um iPhone, porém, não trocaremos ele em menos de um ano só porque o mundo impõe isso à nós consumidores natos.

Viver no estilo de vida “outside” é entender na prática o que o documentário quer transmitir para a grande massa de consumistas. Não devemos levar o guarda roupas inteiro, mas temos que escolher o essencial dele para levar conosco fora de casa.

Em um dos relatos, uma minimalista fala: “tenho 5 vestidos e 2 calças, e gosto de todos eles. Essa é a qualidade de vida”. Enfrentar desafios na natureza nos desperta a importância de ter apenas o que realmente precisamos para viver. Esse foi o “link” que encontrei para mostrar que o esportista de aventura só necessita daquilo que ele vai usar em sua trajetória, e consequentemente, trará para o dia-a-dia.

Essa foto que eu peguei é a explicação básica do que é ser minimalista. Uma bike de expedição carregando utensílios funcionais para o dia-a-dia de um ciclista em aventura. Ser um aventureiro não é apenas pedalar, correr, suar, se machucar e ver as paisagens deslumbrantes que a natureza proporciona, mas também é saber administrar seus pertences e começar a dar o real valor que elas merecem.

Estou aprendendo com isso sendo um aventureiro.

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Haka Race – Etapa Ubatuba

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No dia 18/Mar aconteceu a etapa do Haka Race em Ubatuba/SP. Foi a primeira etapa do ano, e fui trabalhar no staff da prova. Pela primeira vez fiz parte da equipe organizadora do evento, então pude ver a prova da perspectiva de quem dá suporte aos atletas.

Foi uma experiência diferente, mas como atleta de corrida de aventura, não foi muito legal ver o pessoal correndo e eu ter que ficar parado vendo. Reconheço que fiquei um pouco frustrado por não poder fazer as estratégias de corrida, andar de bike nas trilhas e remar os caiaques. O esporte está na veia, então não fazê-lo é frustrante de fato.

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Da parte da montagem da prova não vi muita coisa diferente. Basicamente carregar muito peso para levantar barracas, pódio, caiaques, bikes, etc. O trabalho pesado que qualquer recreacionista já tenha feita na vida, algo que fiz bastante no início de carreira.

O legal de estar por dentro da organização foi ver a logística da equipe para fazer a prova dar certo. Acompanhei os contatos entre os postos de controle pelo walk-talk. Basicamente é uma prova em que muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, então há vários postos de controle preparados para os imprevistos. Uma bela organização e gestão do Léo, dono da Haka Race.

A festa é completa quando chega o término da prova e entrega de medalhas. Dá para perceber que o Haka Race é um prova diferenciada, elitizada. Posso afirmar que o Haka é uma família para os atletas, mais do que é uma família entre os funcionários. Os atletas estão lá e se conhecem de longa data. Reconheci várias pessoas que corri junto e lá estavam em mais uma etapa. O mais legal da prova é que não é apreciada pela grande massa de atletas, mas por um grupo médio que é fiel aos desafios que o Haka proporciona.

Sou fã da prova e da gestão do Léo, mas percebi que o meu lugar é na trilha, pedalando, correndo e remando. Tô com o Haka, mas não como funcionário e sim como atleta.

Nos próximos estarei passando pelos postos de controle cumprimentando todos do staff e perguntando: “Qual é o próximo posto???” rs.

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Haka Race 2017: 1ª Etapa – Ubatuba/SP (17/Mar).

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Semana passada fui convidado para participar de mais um Haka Race. Desta vez será em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

Como muitos sabem, sou aficionado por corrida de aventura, e participar desses eventos, seja como atleta ou como staff, sempre é um prazer imenso.

Chegaremos lá em Ubatuba na sexta-feira no final da tarde para preparar a recepção dos atletas. Entregaremos os números das equipes e esclareceremos dúvidas sobre a cidade e a prova do dia seguinte.

Vou levar comigo minhas câmeras para registrar todos os momentos dos participantes. Tenho certeza que em algum momento estarei sentindo vontade de subir na bike e pedalar por toda a prova, mas deixo para outras etapas que vierem nesse ano ou no ano que vem.

Mas que sempre estarei entre os guerreiros do Haka Race, isso é um fato!

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Em corridas com ladeiras sempre use um tênis maior que seu pé (um número a mais).

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Essa foi uma dica que me deram quando fui fazer a minha primeira corrida de aventura. Estava comprando um tênis novo de trilha, e só encontrava um número maior que o meu. Isso porque tenho “pé de princesa” (calço 38), então encontrar tênis masculino pra mim do jeito que quero é um desafio.

Eu queria comprar um Salomon, então o modelo que eu queria só tinha tamanho 39. Comprei o tênis porque estava com um preço bom, então arrisquei um número maior mesmo sabendo que poderia ser um erro. Pelo contrário, logo após a aquisição muitas pessoas me perguntaram: “Você comprou um número maior?”. Disse que sim e as pessoas comentaram: “Você já tem experiência, né? Sabe que em trilhas devemos usar sempre um número a mais porque senão os nossos dedos são ‘esmagados’ nas descidas…”

Na verdade foi por falta de opção mesmo, mas era exatamente o que eu deveria ter feito. Corri aquela prova de aventura e em nenhum momento senti problemas com o conforto do tênis. Lembrei que o tênis anterior apertava um pouco nas descidas por ele ser justo, do tamanho exato do pé.

Essa é uma regra básica entre nós corredores de trilhas ou trekking. Nunca compre o seu número exato caso queira passar longas horas em trilhas.

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A origem da corrida de aventura.

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A primeira corrida de aventura aconteceu na Nova Zelândia em 1980. A corrida se chamava “Coast to Coast” e foi o primeiro evento multi-esportivo junto à natureza.

A corrida de aventura é composta por três atividades base: corrida na montanha, “mountain biking” e canoagem. Alguns eventos adicionam outros esportes e/ou elementos no evento. O Haka Race, por exemplo, normalmente adiciona o rapel, levando em consideração o local a ser disputado.

Isso significa que a cidade escolhida para sediar o evento deverá ter “paredões” ou pontes aptas para a realização de rapel. O Haka Race normalmente adiciona o esporte para fazer mais um “check-point” para as equipe que disputam a competição.

A disputa pode ser solo ou em equipe, e essas equipes geralmente são mistas. Sempre há um tutor que se encarregará de guiar a equipe, e esse tutor é o mais experiente em corridas de aventura.

Sempre explico para os interessados que a corrida de aventura é o seguinte: A organizadora escolhe uma cidade com montanhas, rios, estradas de terra e estradas asfaltadas e nos entrega o mapa. Na extensão dessa cidade, a organizadora coloca um determinado número de “check-points” para que as equipes cumpram as metas andando de bike, correndo pelas montanhas e fazendo canoagem. A organizadora impõe o mínimo de requisitos para que cada equipe chegue aos “check-points”, escolhendo assim como deverá ser a travessia, se de bike ou correndo, por exemplo. Trata-se então de estratégia em equipe para cumprir as tarefas e fazer o menor tempo de prova.

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Equipe #HakaRace.

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Agora em Agosto haverá a etapa de Botucatu/SP do Haka Race. Eu faço as corridas do Haka Race desde o ano passado, e como sou da área de Educação Física e sempre participei da organização de eventos esportivos por onde trabalhei, não pude deixar de reparar na organização dos eventos do Haka e elogia-los através das redes sociais.

O Haka Race é um evento de corrida de aventura bastante seleto, ou seja, o mundo dos corredores de aventura é pequeno e temos praticamente contato com quase todos que correm ou já correram alguma vez. Esse fato é muito legal para ter amizade com todos os envolvidos, sejam eles competidores ou organizadores.

Na primeira edição que participei em Socorro/SP tive a oportunidade de conhecer o Léo, principal figura da organização dos eventos Haka. Posteriormente conheci a organizadora dos eventos Ecomotion e ela sempre falou muito bem do Léo, então surgiu o meu interesse de participar da equipe organizadora dos eventos Haka.

Essa semana recebi o convite do Léo para integrar a equipe Haka Race. Estou muito feliz porque é um sonho recente que conquistei, afinal, fazer corridas de aventura e estar envolvido com o público participante é realmente emocionante para mim.

Dia 02 de Julho terei o meu primeiro contato com a equipe, participando de palestras, fazendo reciclagem de curso de primeiros socorros, aprendendo sobre navegação com bússola e recebendo o uniforme da Haka Race.

É com enorme satisfação que integro a equipe para fazer o que mais amo na vida: praticar esportes e ter contato direto com a natureza.

Great times are coming!

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Motorhomes e bikes.

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No Pinterest é possível encontrar fotos como essa que inspiram nós esportistas que gostamos de aventura. Uma das coisas que americanos e europeus fazem e nos causa inveja é ter o motorhome com finalidade de viajar e praticar esportes – Constroem ou compram e customizam com toda sua estrutura de ciclista e/ou esportista outside.

Ter um motorhome aqui no Brasil é algo utópico, isso devido à violência urbana das grandes cidades e, pelo simples fato de tudo ser mais caro por causa dos impostos – preço dobrado ou até triplicado. Geralmente os esportistas brasileiros que tem um poder aquisitivo maior ao invés de comprar um motorhome, supri sua necessidade alugando um motorhome nos EUA para fazer uma viagem rodando as principais highways e aproveitando para fazer cicloturismo no país.

Para isso só é preciso levar sua bike até os EUA, ou melhor, montar uma bike nova com os preços invejáveis quase-isentos de impostos. Ou seja, é possível programar viagens ao redor do mundo alugando motorhome e andando com sua própria bike.

O evento mais conhecido nesses moldes é o Race Across America (RAAM), que os ciclistas cruzam os EUA da costa oeste para a costa leste. Isso mesmo, praticamente passar por todos os estados dos EUA andando de bike, e o pior que tudo isso no curto prazo de 1 semana. É um dos eventos mais respeitados no mundo de ultra-endurance. Lá os ciclistas vão com sua equipe (Staff) estruturados de motorhomes para dar toda a assessoria que o atleta precisa por todo o percurso.

Algo para se sonhar em um dia fazer.

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Esportes na natureza.

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Procuramos muito na internet para nos inspirar, certo?! Uma das coisas que sempre busquei na internet e serve de inspiração para mim são os esportes praticados na natureza – na terra, água e ar.

De tanto olhar fotos de esportistas amadores correndo em estradas de terra, acampando, fazendo rapel, “bicicletando” em trilhas, descendo corredeiras de caiaque, etc, me levou a fazer minha primeira corrida em trilhas. Logo após fiz minha primeira corrida de aventura e isso sim foi paixão à primeira vista.

Mas na vida temos que nos manter inspirados diariamente. E na minha conta no Pinterest há uma boa parcela de inspiração para o meu dia-a-dia e, para os meus planos futuros de viagens e provas.

Acho interessante compartilhar essas inspirações com vocês aqui no blog mostrando paisagens, materiais esportivos, utensílios de camping, carros/trailers, etc.

Há muito mais do que apenas corrida e bike nessa vida. Há também corrida e bike em lugares paradisíacos!

Bem-vindos ao Outdoor Inspirations!